Indefinições e disputas internas fragilizam lideranças da direita em Goiás
O cenário político goiano vive um momento de incerteza




As indefinições dentro do PL e de outras siglas ligadas à direita têm gerado dúvidas e descontentamento entre lideranças locais, vereadores, presidentes de partido e formadores de opinião. O clima é de insegurança e de “diz que me disse”, sem clareza sobre quem realmente conduz o processo e qual direção será tomada.
PL perde força política
Em diversos municípios, especialmente no entorno da capital, o PL tem demonstrado sinais de desgaste. A ausência de uma liderança firme e a falta de definição sobre estratégias eleitorais têm provocado questionamentos entre militantes e aliados. Muitos avaliam que será difícil sustentar esse impasse até março, prazo final da janela partidária para definição de candidaturas.
O impacto da movimentação de Caiado
A decisão do governador Ronaldo Caiado de migrar para o PSD de Gilberto Kassab foi considerada uma “cartada avassaladora” no tabuleiro político. A mudança mexeu com cálculos de apoio e alianças, deixando parte da direita desorientada sobre quem apoiar para o governo. O resultado imediato foi um ambiente de instabilidade, com grupos rachados e insatisfeitos.
Direita rachada e sinais de debandada
Enquanto alguns líderes se colocam como protagonistas, outros se sentem excluídos e desvalorizados. No chamado “baixo clero”, cresce a insatisfação e já há sinais de debandada entre militantes que carregam a bandeira da direita. O discurso de que “na dúvida não ultrapasse” tem prevalecido, mas a paciência parece estar se esgotando.
Vozes da base
Entre os comentários que circulam nos bastidores, destacam-se frases que refletem o sentimento da militância:
“Está faltando humildade no PL”, disse um líder de Anápolis.
“Wilder é bom, mas precisamos de mais firmeza para enfrentar os desafios”, afirmou um político de Rio Verde.
“Em Goiás, a direita é maioria, temos nomes excelentes, só precisamos ser mais povo e menos radicais”, declarou um líder comunitário de Itumbiara.
“Só redes sociais não ganham eleição. O contato direto é fundamental, e isso não está acontecendo no PL goiano”, criticou um representante de Mineiros.
Essas declarações revelam a necessidade de maior proximidade com a população e de estratégias mais consistentes para enfrentar uma oposição que, segundo relatos, trabalha de forma silenciosa e articulada nos bastidores.
O risco da estagnação
A avaliação de lideranças é clara: não existe campanha ganha antecipadamente. É preciso definir logo os rumos, correr para o embate e buscar votos de forma efetiva. O problema, segundo eles, é que parte da direção prefere ouvir apenas o que agrada, ignorando críticas necessárias.
Com a esquerda fortalecida no cenário nacional e o Centrão articulando movimentos estratégicos, o risco de um resultado decepcionante nas urnas em Goiás é real. Comparado às eleições passadas, o desempenho da direita pode ser significativamente menor se não houver mudanças de postura.
Eleitorado imprevisível
Outro ponto levantado é a imprevisibilidade do eleitorado. O que parece ser direita pode não se confirmar nas urnas. A falta de clareza sobre posicionamentos e a ausência de unidade podem custar caro ao PL e às lideranças bolsonaristas no estado.
Conclusão
O momento exige humildade, estratégia e proximidade com o povo. Sem definição clara de comando e sem ações práticas além das redes sociais, a direita em Goiás corre o risco de perder espaço político e eleitoral. O futuro dependerá da capacidade de reorganização e de ouvir não apenas os aliados mais próximos, mas também a base que sustenta o movimento.
Direto da redação para Top News Goiás
Wellintom Stival




