E agora, Pelozzo? Qual partido vai receber Simone Assis?
Não está facil não




A situação política em Senador Canedo ficou delicada para o prefeito Pelozzo nesta semana marcada por reviravoltas na política goiana. Após a confirmação da pré-candidatura de Wilder Morais ao governo do estado, os bastidores foram movimentados por articulações envolvendo alianças, secretarias, partidos e pré-candidatos a deputado estadual.
Um dos pontos mais comentados é a posição da primeira-dama de Canedo, Simone Assis, que pretende disputar uma vaga na Assembleia Legislativa. Ela buscou se filiar ao partido NOVO (30), mas a tentativa pode não prosperar. O partido, comandado em Goiás pelo Dr. Alano Queiroz, mantém firme sua linha de direita e já declarou apoio a Wilder Morais.
O NOVO, inclusive, ocupa espaço na gestão municipal com secretarias e cargos estratégicos. Ainda assim, a filiação de Simone encontra resistência. Em entrevista por telefone, Dr. Alano afirmou:
“Tive uma conversa com o prefeito. Nunca conversei com ela pessoalmente. Gostaria muito de tê-la no partido, mas para estadual a comissão de candidatos achou ela muito forte para a característica da chapa. Por isso, ela não configura hoje na composição.”
A dúvida agora é: para onde irão Simone Assis e Pelozzo? Qual partido aceitará sua pré-candidatura? E mais: eles darão palanque para Wilder Morais, mesmo após o apoio recebido do governador Ronaldo Caiado e de Daniel Vilela? Nos corredores políticos, circulam boatos de traição e quebra de acordos, o que gera desconforto para Daniel, que sempre colaborou com a gestão de Pelozzo e Simone.


Atualmente, o NOVO tem voz ativa em Senador Canedo, com um grupo pequeno, mas articulado. Com o fechamento da janela partidária em 4 de abril, novas movimentações devem agitar o cenário eleitoral. O mais provável é que Simone enfrente dificuldades para se engajar em uma sigla. Caso queira realmente disputar, precisará buscar outro partido alinhado a Daniel Vilela. Isso não seria impossível, já que outras legendas poderiam acolher sua pré-candidatura. O desafio, no entanto, será o número de votos necessários em diferentes partidos, o que pode tornar a eleição inviável.
Nos bastidores, o discurso otimista de “já ganhou” contrasta com a realidade: eleições exigem estratégia, cautela e menos paixão. Dependendo da legenda escolhida, Simone precisará conquistar milhares de votos para alcançar a cobiçada cadeira na ALEGO. E com tantos candidatos buscando votos em Senador Canedo, a disputa promete ser acirrada.
Mesmo com o apoio da máquina administrativa e da boa aceitação de Pelozzo, há desgaste e rejeição natural de qualquer governo. Em ano eleitoral, opositores multiplicam críticas e exploram fragilidades. Afinal, como dizem os analistas, 50% de uma eleição se decide na filiação partidária. O partido certo pode ser a diferença entre vitória e frustração nas urnas.
Direto da redação – Top News Goiás
Wellintom Stival
Fotos: Redes Sociais





