Lenda do basquete mundial, Oscar Schmidt morre aos 68 anos
O Mão Santa deixa a esposa Maria Cristina e os filhos Filipe e Stephanie




O mundo do basquete sofreu uma grande perda nesta sexta-feira (17). Aos 68 anos, Oscar Schmidt morreu poucos minutos após receber atendimento médico por um mal-estar. A lenda do esporte deixa uma legião de fãs ao redor do globo, além de recordes e feitos que marcaram a história da modalidade .
Após se sentir mal, Oscar foi encaminhado para o Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), em São Paulo, onde recebeu atendimento médico. A morte do lendário ex-jogador foi confirmada por sua assessoria de imprensa.
Oscar Schmidt conviveu com um tumor cerebral ao longo dos últimos 15 anos de sua vida. Diagnosticado em 2011, o ex-atleta passou por procedimentos cirúrgicos e diferentes etapas de tratamento ao longo dos anos, mas, em 2022, optou por encerrar as sessões de quimioterapia.
O Mão Santa deixa a esposa Maria Cristina e os filhos Filipe e Stephanie.Carreira de Oscar Schmidt
Nascido em Natal, o “Mão Santa” construiu números impressionantes ao longo de 25 temporadas como profissional. Ele é o segundo maior pontuador da história do basquete, com 49.703 pontos, além de deter o recorde de maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093.


Oscar Daniel Bezerra Schmidt (Natal, 16 de fevereiro de 1958 — Santana de Parnaíba, 17 de abril de 2026) foi um ex-jogador brasileiro de basquetebol, considerado um dos maiores jogadores brasileiros e do mundo em todos os tempos, mesmo sem ter atuado na NBA. Possuía 2,05m de altura e seu número da sorte era o 14, número que usou no Pan de 1987, porém em 1990 na FIBA usou o número 6.
Com 49.973 pontos na carreira, Oscar foi considerado o maior pontuador da história do basquete até 2024, quando foi superado por LeBron James. Este recorde era extraoficial, pois não havia súmulas de todos os jogos de Oscar no Brasil. Seu rendimento em equipes como Sírio e Palmeiras foram calculados através de estudos do jogador com o seu biógrafo, o jornalista e escritor Odir Cunha, autor do livro Oscar Schmidt, a história do maior ídolo do basquete brasileiro, lançado em 1996.
Ele é recordista de carreira mais longa de um jogador profissional de basquete (26 anos) e o cestinha da história dos Jogos Olímpicos de Verão, com 1 093 pontos.
Oscar foi nomeado um dos 50 Maiores Jogadores de Basquete pela FIBA em 1991. Em agosto de 2010, ele foi incluído no Hall da Fama da FIBA, em reconhecimento ao que jogou em competições internacionais.


Em 20 de Agosto de 2010, Oscar foi induzido ao Hall da Fama da FIBA. Em 8 de Setembro de 2013, Oscar Schmidt entrou para o Basketball Hall of Fame, dos EUA. Em 18 de dezembro de 2016, ele também foi incluído no Hall da Fama do Basket Itália.Carreira
Ele foi selecionado pelo New Jersey Nets na sexta rodada do draft da NBA de 1984, e teve várias outras oportunidades de jogar na NBA, mas recusou-se a todos, a fim de manter seu status de “amador” e continuar a jogar na Seleção Brasileira (até 1989, os jogadores da NBA não foram autorizados a jogar por seleções nacionais).
No dia 27 de outubro de 2001 – partida entre Flamengo e Fluminense válida pelo Campeonato Carioca – Oscar superou a marca de 46 725 pontos de Kareem Abdul-Jabbar e se tornou o maior cestinha da história do basquetebol – ele terminaria a carreira de jogador com 49 973 pontos, destes 42 044 foram marcados pelas equipes em que passou e, 7 693, pela Seleção Brasileira,[8] Este recorde (maior cestinha do basquete) ainda lhe pertence. 236 pontos marcados no All-Star Game da carreira disputados onde dados de pontuação estão disponíveis (21,5 pontos por jogo). 186 pontos marcados em 7 All-Star Game da Liga Italiana disputados, 46 pontos marcados em 3 ULEB All-Star Game disputados e 4 pontos marcados em NBA All-Star Game (como celebridade). Schmidt também jogou no FIBA All-Star Game em 1991, mas nenhum total de pontos marcados individuais está disponível para esses jogos devido a enorme quantidade marcada por ele.


Ingressou na vida pública ao assumir a Secretaria de Esportes, Lazer e Recreação do munícipio de São Paulo em 1997 na gestão Celso Pitta. Em 1998 deixa o cargo[6] para ingressar na carreira política através do antigo Partido Progressista Brasileiro (PPB) – atual Progressistas (PP), se candidatando a senador pelo estado de São Paulo neste mesmo ano, perdendo para o então senador Eduardo Suplicy (PT), encerrando sua curta passagem pela política. Oscar se dedicava à ministrar palestras.
Direto da redação para Top News Goiás
Wellintom Stival
Fotos: divulgação internet





