Senador Canedo e o preço da deslealdade
Quando projetos pessoais sufocam sonhos coletivos




A política de Senador Canedo carrega um histórico recente marcado por rupturas, acordos quebrados e alianças desfeitas. Esse passado serve como alerta, sobretudo para quem acredita que é possível avançar atropelando compromissos e grupos que sustentam projetos eleitorais.
Um caso frequentemente lembrado nos bastidores é o do senador Vanderlan Cardoso. Depois de várias derrotas foi eleito Senador pelo PP
com apoio do MDB, rompeu com aliados poucos meses depois, traindo a todos que deram a ele seu mais importante cargo político da carreira publica. Após isso Aproximou-se do governador Ronaldo Caiado, tornou-se seu candidato à Prefeitura de Goiânia
e, novamente, rompeu e traiu o grupo que o apoiou e já na eleição seguinte escolhe ficar ao lado do Major Vitor Hugo ao governo contra o próprio Caiado, com isso acabou aumentando seu próprio isolamento. O saldo político foi claro: enfraquecimento de Vanderlan e perda de base e derrotas eleitorais, em 2024 ficou em quinto lugar em nas eleições de Goiânia e terceiro lugar para sua esposa em Senador Canedo.


É nesse contexto que cresce a preocupação em torno de Fernando Pellozo, apontado por muitos como herdeiro e pupilo de Vanderlan Cardoso, e mesmo sendo seu pupilo, o abandonou,
a gratidão pra Pellozo tem tempo de validade curto. A pergunta que ecoa entre lideranças locais é direta: Como alguém vai caminhar politicamente ao lado de Pellozo no futuro? Aquele político que sonha ser vereador, prefeito ou deputado, quando há o risco real de ter o sonho frustrado pelo próprio Pellozo. E isso está acontecendo agora com ex-prefeito Mizael.
Mizael abriu mão de sua candidatura na última eleição de 2024 a prefeito, para apoiar Pellozo, com o compromisso de ser o próximo nome da base para disputar uma vaga como deputado. O acordo, segundo relatos, não foi honrado, Pelozzo roeu a corda do compromisso com Mizael, e está lançando a própria esposa como pré candidata a deputada estadual, rompendo com quem lhe deu sustentação. O recado para o meio político foi devastador: quem confia em Pellozo pode ficar pelo caminho, assim como quem confiou em seu mentor Vanderlan Cardoso.


Então Pellozo já abandonou até quem o projetou para prefeito o próprio Vanderlan, agora trai Mizael e outros companheiros que tinham a expectativa de representar o grupo como candidato a deputado estadual.
Esse é o problema estrutural do político que trai: no futuro, ele não consegue formar grupo. A lógica é simples e conhecida nos corredores do poder, “não vou ficar próximo desse político; amanhã ele escolhe outro”. E quando a escolha recai sobre a família, a assimetria se torna ainda maior: o aliado percebe que nunca competirá em igualdade.
As críticas se intensificam quando entra em cena o uso da máquina pública. Muitos consideram vergonhoso utilizar a estrutura de poder, para eleger cônjuge ou filhos, prática que se repete pelo país e que, em Senador Canedo, virou tema central do debate. O argumento de que “ela é uma boa secretária” também é questionado: por quê?
Porque teve o apoio político do marido-prefeito, com reforço de recursos na pasta já mirando uma candidatura. Nada disso é patrimônio pessoal; A estrutura é do povo, é publica!


A crítica vai além do nome e atinge o método: usar o que é público para projetos familiares corrói a confiança, desmobiliza aliados e afasta talentos políticos que poderiam fortalecer a cidade. Quem observa esse roteiro enxerga um desfecho previsível: isolamento, perda de apoio e derrota. Se esse caminho for mantido, dizem lideranças locais, é o atalho mais curto para o fracasso futuro de Pellozo. A história recente de Senador Canedo é clara: a vida de traidor na política é curta. Mandatos se sustentam em alianças, confiança e coerência. Sem isso, qualquer projeto, por mais poderoso que pareça, desmorona.
Por : Edição Goiás
Fotos : Divulgação e redes sociais
Reprodução : Top News Goiás




