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Câmara aprova, em 1ª votação, campanha de conscientização e prevenção à intoxicação medicamentosa

Iniciativa do vereador Luan Alves (MDB) busca alertar população sobre riscos do uso inadequado de medicamentos

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A Câmara de Goiânia aprovou, em primeira votação, nesta quinta-feira (29), projeto de lei (PL 710/2025) que institui a Campanha Permanente de Conscientização e Prevenção à Intoxicação Medicamentosa. De autoria do vereador Luan Alves (MDB), a proposta busca alertar a população sobre os riscos da automedicação e do uso inadequado de medicamentos.

Em Goiás, os registros de intoxicação por medicamentos aumentaram cerca de 70% entre 2020 e 2024, segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan Net). O crescimento indica que o problema exige atenção contínua e reforça a importância de ações contínuas de conscientização e educação em saúde.

O projeto prevê ações educativas sobre o uso racional de medicamentos; divulgação de informações sobre os riscos da automedicação e da combinação inadequada de substâncias; orientações sobre o descarte correto de medicamentos vencidos ou sem uso; esclarecimentos sobre a importância de ler atentamente e seguir as prescrições médicas e farmacêuticas; e incentivo ao diálogo entre usuários, profissionais de saúde e instituições sobre segurança medicamentosa.

“O uso de medicamentos de forma inadequada ou sem orientação profissional representa grave problema de saúde pública, cujas consequências podem variar de reações adversas leves a intoxicações graves e óbitos”, afirmou Luan Alves.

O vereador destaca ainda que, segundo estimativas do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox), o país registra mais de 30 mil internações por intoxicação medicamentosa e cerca de 20 mil mortes relacionadas a esses casos por ano. Os dados reforçam, na avaliação do parlamentar, a necessidade de ações educativas e preventivas.

Caso o projeto se torne lei, a campanha poderá incluir palestras, cursos e oficinas em escolas, unidades de saúde e espaços comunitários; produção e distribuição de materiais informativos impressos e digitais; parcerias com universidades, conselhos profissionais e instituições públicas e privadas; divulgação de dados epidemiológicos sobre intoxicações medicamentosas em linguagem acessível; e incentivo à criação e divulgação de pontos de coleta de medicamentos vencidos ou sem uso.

Por: Edição de Noticias
Foto: Wilton Morais
Reprodução : Top News Goiás

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